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A Transposição do velho Chico

Á muitos anos ouvimos falar nessa tal transposição do São Francisco, projeto que não é de agora, Dom Pedro II já dizia que venderia até o ultimo brilhante de sua coroa para acabar com a seca no Nordeste e hoje a dita cuja se encontra intacta no Museu Imperial do Rio de Janeiro.
Vários presidentes passaram e a obra nunca foi concluída, a discussão se reiniciou com Getúlio Vargas , terminou a Ditadura Militar, se iniciou o processo de redemocratização do país, voltou a discussão com Itamar Franco, veio o Governo de Fernando Henrique Cardoso, veio Inácio lula da Silva  vimos a primeira mulher ser eleita Presidente da republica e tal obra continua sem previsão para se concluída.
Uma obra monumental, a frente de seu tempo, pois ainda durante o Império Brasileiro alguns intelectuais da época, já viam nessa obra como a única solução para a seca do Nordeste, para amenizar os efeitos causados pela seca.
Tal obra tem sua importância para a economia da região, pois possibilitara a agricultura irrigada, garantirá abastecimento de água para a população e para os animais. Mas tal obra nos traz certa desconfiança quais os riscos que a transposição poderá prejudicar o Velho Chico?
A obra é importante para a nossa região, mas ela deve ser feita respeitando o nosso meio ambiente, preocupa-se muito com a transposição, mas o processo de revitalização do Rio está andando a passos de tartaruga em alguns locais nem se quer existe esse processo e é perceptível a qualquer um que o nosso velho Chico não está bem  fragilizado.
Portanto a natureza anda de mãos dadas com a falta de planejamento dos governos, o problema da seca no Nordeste é crônico e secular e se necessita que sejam feitas obras que melhorem a distribuição de água na região. Discutida desde o Império e iniciada de fato em 2007 a transposição vem gerando muitas discussões, os gatos estão se tornando exorbitantes, os ambientalistas mostram sua preocupação com o impacto que a obra terá sobre o Velho Chico que não é mais o mesmo rio de antes, por isso um dos pontos principais que devem estar em discussão é a revitalização do rio que não pode ser deixada para depois da obra e sim tem que acontecer antes.  
Divergências a parte a obra é importante tem que ser concluída, mas sem deixar de lado a questão ambiental, pois para que haja o progresso continuo e duradouro deve haver o equilíbrio, a sustentabilidade, já que é possível sim crescer sem destruir.   

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